sábado, 9 de outubro de 2010

E voces... ja aprenderam ??

Aprendi... que ninguém é perfeito. Enquanto não te apaixonas.
Aprendi... que a vida é dura. Mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que... as oportunidades nunca se perdem.
Aquelas que desperdiças... alguém as aproveita.
Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que... um sorriso é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa. Aprendi que... quando o teu filho recém-nascido segura o teu dedo na tua mão têm-te preso para toda a vida.
Aprendi que... todos querem viver no cimo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que... o melhor é dar conselhos só em duas circunstancias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que... quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer.
JL

sábado, 2 de outubro de 2010

SeXy

ObsessioN



Modelo psicanalítico

Através do seu olhar psicanalítico, Freud legou-nos relatos de grande riqueza clínica. 
O seu novo modelo explicativo para os fenómenos de natureza obsessiva, baseia--se na teoria dos estádios sexuais e nas noções de regressão da Libido e do Eu. Segundo este autor, a Neurose Obsessiva derivaria de uma “falha no período edipiano”, com regressão ao estádio sádico-anal e consequente predomínio das relações actividade-passividade–agressividade. 
Na sua perspectiva, o carácter e a clínica do doente obsessivo seriam resultado do compromisso estabelecido entre as pulsões reprimidas e intensas proibições introjectadas na forma de uma moralidade estrita.

Modelo comportamentalista

Os teóricos do comportamentalismo desenvolveram um modelo que visa explicar a génese dos fenómenos da patologia ansiosa em geral e, da obsessiva em particular: o denominado Modelo bi-factorial ou Teoria dos dois factores de Mowrer (1939), aplicado por Dollard e Miller (1950) aos comportamentos obsessivo-compulsivos.

Segundo este modelo, num primeiro estado, baseado no condicionalismo clássico, um estímulo previamente neutro, condiciona-se ao associar-se a outro estímulo (incondicionado), que de forma inata, produz ansiedade ou inquietação. O estimulo (já condicionado) passa a adquirir as mesmas propriedades aversivas e ansiógenas que o estimulo incondicionado inicial.



Modelo cognitivo

O interesse pelos aspectos cognitivos dos pacientes obsessivo-compulsivos é relativamente recente.
Este modelo sugere que a problemática dos quadros obsessivos é centrada na tendência destes pacientes fazerem interpretações erróneas e assumirem atitudes através de condutas (lavagens, ordenação…) ou rituais mágicos de pensamento.

Recentemente, Salkovskis (1999) propôs um modelo cognitivo da Perturbação Obsessiva, no qual sugere que a distinção entre os pensamentos intrusivos (presentes em 90% da população) de indivíduos saudáveis e de indivíduos obsessivos, passa pela interpretação que os pacientes fazem, no sentido de assumir a responsabilidade das cognições e a sua prevenção, gerando uma série de consequências negativas: ansiedade, depressão, focalização no estímulo ansiógeno e tentativa de neutralização do pensamento intrusivo através de outros pensamentos ou rituais.

Modelo biológico

A visão desta doença como perturbação “psicológica” manteve-se ao longo do séc. XX, mercê das contribuições de outros modelos, tais como os comportamentais e posteriormente, os cognitivos. Desde há menos de duas décadas, os avanços ocorridos nos múltiplos campos da ciência e da técnica médicas, determinaram a viragem de um paradigma predominantemente psicológico para um paradigma biológico.

Os primórdios das teorias biológicas sobre a doença obsessiva surgem na década de 20, data em que a epidemia de Encefalite Letárgica europeia terá permitido a observação de sequelas neuropsiquiátricas que seriam sobreponíveis a autênticas manifestações obsessivas.

Este modelo defende a presença de anomalias na função/estrutura de regiões cerebrais específicas, demonstráveis por estudos imagiológicos e funcionais. A Perturbação Obsessivo-Compulsiva deverá ser uma patologia cujo substrato poderá residir na disfunção de áreas cerebrais específicas, entre as quais se destacam o córtex orbitofrontal e cingulado anterior, bem como elementos dos núcleos de base (núcleo caudado) e estruturas límbicas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O compLexo de EdiPo

O complexo de Édipo foi identificado pelo psicanalista austríaco Sigmund Freud, no decorrer de uma das fases do nosso desenvolvimento psicossexual. Está-se a falar da fase fálica que acontece por volta dos 3 anos e em que se forma a identidade masculina. É a fase do início da excitação sexual, na qual a criança centra o seu prazer na estimulação das zonas genitais do seu corpo, ou seja, nesta caso no órgão sexual masculino.

Ele acreditava que todas as crianças sofriam um conflito interior quase totalmente inconsciente: o desejo de possuir o elemento do sexo oposto e, simultaneamente, a vontade de eliminar o rival do mesmo sexo, por quem experimenta sentimentos ambivalentes de amor e ódio.
No caso de um filho rapaz, a relação do menino com a mãe aprofunda-se cada vez mais, mas o menino rapidamente se apercebe que tem um grande rival, que é o pai, formando-se, deste modo, uma relação triangular.

Na fantasia da criança, a relação triangular consiste em: o pai é quem fica com a mãe e impede o rapaz de realizar o desejo inconsciente de ter a mãe como ele quer. Assim, o rapaz investe intensamente na mãe, criando sentimentos ambivalentes de raiva e ódio e de ternura e carinho em relação ao pai.

A criança fantasia com a morte do pai e como o quer eliminar, pensa que este também lhe deseja o mesmo. Esta situação conflituosa cria nele o receio de ser castrado pelo pai (complexo de castração).
Este complexo na criança vai terminar com o processo de identificação que se faz pela interiorização das imagens paternais idealizadas.

Como a ansiedade de castração, o amor e medo pelo pai e o amor e desejo sexual pela mãe não podem ser resolvidos, a criança inicia o processo de identificação com o modelo parental do mesmo sexo. Assim, é o medo da castração que leva o rapaz a resolver o seu dilema, ou seja, o complexo de Édipo resolve-se pela frustração, isto é, pela frustração de saber que não vai ter a mãe porque ela é do pai.

O complexo de Édipo é o acontecimento mais importante da nossa evolução psíquica, porque é a sua resolução que completa a constituição de todas as instâncias (Id , Ego e Super-Ego ) do nosso aparelho psíquico.